Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Dacninae
 Sundevall, 1836
Espécie: C. cyaneus

Nome Científico

Cyanerpes cyaneus
(Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês

Red-legged Honeycreeper


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Saíra-beija-flor

O saíra-beija-flor é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
Também conhecida como saí-azul-de-pernas-vermelhas, saí-beija-flor, saí-verdadeiro e sapitica.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do grego kuanos = azul escuro, azul intenso; e herpës = trepador; e do latim cyaneus = azul escuro, azul profundo. ⇒ Trepador azul escuro.

Características

Mede cerca de 12,0 cm de comprimento e pesa 14 gramas. Os saís em geral são pássaros pequenos, esguios, muito ágeis, tendo os machos plumagem magnífica, brilhante, nas cores azul, amarelo, verde e preto, combinadas de maneira diversa segundo a espécie. Após a época de reprodução, os machos mudam para uma vestimenta verde semelhante à das fêmeas e dos machos imaturos (muda pós-nupcial). Assim, adquirem uma plumagem de descanso reprodutivo, chamada também de plumagem de “eclipse”. A restituição da plumagem azul e negra, que ocorre na primavera, não se dá por intermédio de uma muda pré-nupcial, mas sim pelo desgaste diário das penas que são tricolores, a base sendo preta, a parte mediana azul e a parte distal verde. Quando a ponta verde se gasta, a pena aparece azul. Fêmea e imaturo esverdeados, com pernas de vermelho pouco intenso. O bico dos imaturos, quando já independentes, é nitidamente mais curto do que o dos adultos.

O macho adulto de saíra-beija-flor apresenta a cabeça de coloração azul intenso com a coroa azul claro, uma máscara ocular preta que inicia na região loral e termina logo após os olhos. O dorso é preto, a porção inferior das costas e o uropígio são azuis. As asas e a cauda curta são pretas, sendo que as asas apresentam a porção interna amarela e as rêmiges com coloração preta e amarela. Esta coloração é visível quando a ave está voando ou quando mantém as asas levantadas. A garganta, peito, ventre e crisso são azuis ultramarino.
A fêmea adulta apresenta a coroa e nuca na cor verde, uma faixa transocular preta que se inicia após o bico e termina logo após os olhos. Sobre os olhos apresenta uma sobrancelha clara. O restante das partes superiores é verde sem brilho. O queixo e a garganta são claros. O peito e o ventre apresentam a plumagem com fundo claro e a parte superior das penas esverdeadas. O crisso é pálido, na coloração branco-amarelado. Sob as asas apresenta coloração amarelo opaco.
Os juvenis apresentam a plumagem similar na aparência ao adulto do sexo feminino. O macho imaturo apresenta plumagem intermediária entre jovens e adultos do sexo masculino e as pernas e pés rosados.
A íris é marrom escura, o bico, relativamente longo e curvado, é preto. O macho apresenta os tarsos, pés e dedos na coloração vermelho brilhante e na fêmea eles são de coloração rosa-acinzentados (Ridgely, 2009).

Subespécies

Possui onze subespécies reconhecidas:

(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Alimenta-se de insetos, frutas e néctar das flores. Já foi observado caçando cupins em revoada e se alimentando de laranjas e caquis.

Reprodução

Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. O ninho é uma tigela rasa bem fixada com teias de aranha a uma forquilha. Cada ninhada geralmente tem 2 ou 3 ovos chocados pela fêmea, tendo 2 ou 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 12 ou 13 dias. O macho ajuda a alimentar os filhotes, que saem do ninho após 14 dias de vida.

Hábitos

Vive em florestas de diversos tipos, da Amazônia e de outras regiões do Brasil e da América do Sul. Vive em pequenos bandos, tanto nas copas de árvores de grande porte, como em mata baixa (matas secundárias). Segue regularmente bandos mistos de pássaros e realiza migrações locais. Surge então em locais onde não é visto em outras ocasiões.

Distribuição Geográfica

Ocorre em toda a Amazônia brasileira e no Centro-Oeste. No Nordeste e Sudeste é mais restrito à Mata Atlântica. Escasso no Sul. Presente também em todos os países amazônicos da América do Sul e desde o México até o Panamá. Também na ilha de Cuba.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos